Uma história do Campeonato Brasileiro Feminino


O Campeonato Brasileiro Feminino é resultado de uma longa trajetória de resistência, luta e transformação do futebol praticado por mulheres no Brasil.
Durante quase 40 anos, as mulheres foram impedidas por lei de praticar futebol. Enquanto isso, o futebol masculino contava desde 1937 com competições que ajudariam a formar o modelo do atual Campeonato Brasileiro.
O ponto de partida do futebol feminino em âmbito nacional aconteceu em 1983, com a criação da Taça Brasil de Futebol Feminino.
Naquele período, o Radar (RJ) foi a grande equipe dominante. O clube carioca venceu todas as edições disputadas entre 1983 e 1989, conquistando um hexacampeonato consecutivo.
A história, porém, também foi marcada por mudanças e períodos de instabilidade. A CBF criou e extinguiu o Campeonato Brasileiro Feminino em diferentes momentos, com competições realizadas em 1997, 1998, 1999/2000 e 2001.
Entre 2002 e 2005, não houve Campeonato Brasileiro oficial organizado pela CBF. Em 2006, a Liga Nacional (Linaf) retomou a organização dos torneios nacionais, mantendo a chama do futebol feminino acesa até o retorno definitivo da CBF.
Após a Taça Brasil, outras competições foram criadas até a consolidação do formato atual.
O retorno definitivo do Campeonato Brasileiro
A CBF retomou de forma definitiva a organização do Campeonato Brasileiro Feminino em 2013, dando origem à competição que conhecemos atualmente como Brasileirão Feminino Série A1.
Com o passar dos anos, o campeonato ganhou estrutura, chegando a contar com 20 equipes, transmissões pela televisão e maior apoio financeiro.
O crescimento da competição também ajudou a ampliar a visibilidade do futebol feminino e a fortalecer clubes e atletas que passaram a ter uma plataforma nacional mais consolidada.
Entre os clubes que se destacam nessa história está o Corinthians, maior campeão do Brasileirão Feminino, com sete títulos até 2025, consolidando-se como uma das principais potências do futebol feminino da América do Sul.
Muito além dos títulos
A história do Campeonato Brasileiro Feminino não pode ser contada apenas através de troféus.
Cada resistência, cada luta e cada tentativa — mesmo nas décadas em que o campeonato foi interrompido — fizeram parte da construção da presença feminina no futebol brasileiro.
Foram anos de perseverança que ajudaram a construir o cenário que vemos hoje: uma competição mais estruturada, maior exposição na mídia e cada vez mais espaço para as mulheres dentro do futebol.
E a história continua sendo escrita.
O Brasileirão Feminino está chegando à reta final
Com 27 jogos restantes para o fim do Brasileirão Feminino de 2026, a competição entra em sua fase decisiva.
Entre os confrontos destacados estão:
Atlético-MG x Bahia — 15h
Ferroviária x Palmeiras — 16h
A pergunta que fica é: quais jogos você vai acompanhar?
Porque conhecer o presente também significa olhar para trás e entender quantas barreiras precisaram ser superadas para que o futebol feminino chegasse até aqui.
Essa não é apenas uma história de campeonatos. É uma história de resistência, luta e conquista.


